quarta-feira, 3 de junho de 2009

Não, não vá embora

Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade
Vou morrer de saudade

~:

Maninha

Eu tava lendo o post de Amanda e lembrei de uma música que eu acho muito linda e muito triste.


Se lembra da fogueira
Se lembra dos balões
Se lembra dos luares dos sertões
A roupa no varal
Feriado nacional
E as estrelas salpicadas nas canções
Se lembra quando toda modinha
Falava de amor
Pois nunca mais cantei, ó maninha
Depois que ele chegou

Se lembra da jaqueira
A fruta no capim
O sonho que você contou pra mim
Os passos no porão
Lembra da assombração
E das almas com perfume de jasmim
Se lembra do jardim, ó maninha
Coberto de flor
Pois hoje só dá erva daninha
No chão que ele pisou

Se lembra do futuro
Que a gente combinou
Eu era tão criança e ainda sou
Querendo acreditar
Que o dia vai raiar
Só porque uma cantiga anunciou
Mas não me deixe assim, tão sozinho
A me torturar
Que um dia ele vai embora, maninha
Pra nunca mais voltar

Maninha - Chico Buarque ~:



http://www.youtube.com/watch?v=lNkYV7lf-uc

da distância e da saudade.

Amanda, você está louca quando pede desculpas por achar suas palavras sem sentido. Tudo que você escreveu ecoou em mim como uma verdade simples e como uma realidade que eu já vivi (quando deixei Campina Grande há quase 3 anos e meio) e que vou viver com uma intensidade ainda maior daqui a menos de dois meses. Eu não tinha planejado contar a vocês por aqui, mas como é pertinente, eis a notícia: comprei minha passagem só de ida para Belo Horizonte; parto no finalzinho de julho. :~

E vou sozinho, sem ter quem me afague quando a saudade da Paraíba for me maltratar, mas com uma fé enorme, uma esperança quase-burra e uma sensação de que eu preciso fazer isso por mim, embora ainda não saiba muito bem por quê.

O que mais me dói não é a incerteza do porvir, pelo contrário — o não-saber o que virá chegou mesmo a se transformar em analgésico. O que mais me dói, eu dizia, talvez seja esse medo do vazio, esse pânico de não me conceber sem vocês. A verdade é que eu sou viciado em amor e não me imagino tendo que ir procurar a próxima "dose" em rostos estranhos, eu que já me acostumei com o carinho certo de vocês. :/

E pouco me consola saber que a vida é mesmo assim, porque num mundo ideal não haveria despedidas, só encontros...

P.S.

Pra quem não conhece a música de Dalva que citei na postagem anterior:


Aqui, neste mesmo lugar,
Neste mesmo lugar de nós dois, Jamais poderia pensar
Que eu voltasse sozinho depois.
O mesmo garçom se aproxima,
Parece que nada mudou,
Porém qualquer coisa não rima
Com o tempo feliz que passou.
Por ironia cruel
Alguém começou a cantar
Um samba-canção de Noel,
Que viu nosso amor começar.
Só falta agora a porta se abrir
E ela ao lado de outro chegar
E por mim passar sem me olhar.
Só falta agora a porta se abrir
E ela ao lado de outro chegar
E por mim passar.


http://www.4shared.com/file/91687158/e15214cf/Neste_Mesmo_Lugar__Ttributo_A_Dalva_De_Oliveira_.html?s=1

beijos.

Insônia

Hoje não tenho vontade de postar textos, músicas, poemas ou qualquer outra forma de arte à qual o blog se propõe. Minha vontade é expressar minha saudade, porque assim expresso o amor que tenho por vcs. A insônia me pegou de jeito hoje. Talvez pela ansiedade de ir à Campina, ansiedade de matar a saudade que tem me castigado nos últimos tempos. Esta tem sido tão grande que vez ou outra me pego viajando pelas lembranças da varanda de Rodolfo, do quintal de Daniel, e chego até a escutar as risadas, as músicas de Bethânia, Gal, e a tal música de Dalva de Oliveira - Neste Mesmo Lugar (rs). Só não gosto muito de lembrar do episódio na casa de Thaynã. Seu sofá é ótimo pra curar embriaguez, mas outro mix daquele acho que eu não aguento. rsrsrs

Fiz o que achava certo ao decidir vir pra Maceió, hoje me pergunto se valeu a pena. Eu sei, eu ainda deveria estar vivendo um conto de fadas, mas já não acredito mais neles. Acordei sem o beijo do príncipe. Virei a Gata Borralheira da cidade grande. Choro ao ver as combinações de viagens, de idas ao saudoso Bar do Brito, ao ver as fotos. Acredito que vale a pena quando vejo um gesto de carinho e compreensão de Daniel (marido), mas essa saudade incomodante - como diz Adolff - tem me feito rever a vida. Talvez eu esteja com a Síndrome da Loja de Doces. Não sei. Entre um M.Light e outro eu vou levando, esperando o tempo passar. Aprendendo a ser gente independente, - e como isso assusta - driblando um problema e outro. Fazendo de conta que a vida é uma novela, e que daqui a alguns capítulos tudo se resolve como um passe de mágica, como se tudo fosse muito óbvio e 'resolvível'. Procurando uma cartilha que ensine a lidar com gente - o que eu nunca aprendi.

Escrevo nesta madrugada de olhos arregalados como um desabafo. Peço que me perdoem pelas palavras sem sentido, e que saibam que saber que tenho vcs na minha vida me faz seguir adiante.

Agradeço de todo coração a Ro pela criação desse blog. Tenho me sentido mais próxima de vcs. Como se ainda morasse na 'ruinha', e toda noite escutasse alguém chamar pra perguntar: "Tu vai ficar aqui na frente hoje??".

Preparem os abraços meus queridos.
Um beijo de coração cheio em todos vcs. Amo muito.

(A)

terça-feira, 2 de junho de 2009

para thaynã:

"Dear Leonard. To look life in the face, always, to look life in the face and to know it for what it is. At last to know it, to love it for what it is, and then, to put it away. Leonard, always the years between us, always the years. Always the love. Always... the hours" :~

"mrs. dalloway said...

she would buy the flowers herself."


("The Hours", USA, 2002).