sábado, 3 de outubro de 2009

Ilha da Madeira

Olá a todos!1
como alguns já estão sabendo, amanhã estarei viajando para Potugal e meu novo endereço durante 2 anos será a Ilha da Madeira - Funchal rs. Fui selecionado para um Mestrado na Aréa de Bioquímica Avançada em Biomateriais, depois explico melhor através no Mundo Virtual!! São oportunidades que aparecem na vida e decisões a serem tomadas. Chegou a vez de encarar mais um desafio na minha vida e espero que TUDO dê certo se Deus quiser! Espero vcs lá viu! Adoro vcs demais, pena que as coisas foram MUITO rápidas e não tive tempo de falar ou mandar mensagens a todos!

Bjosssssssss e Cheirossssssssssss e até as férias!!!!!

A ti minha Ilha... Madeira

Ilha de encantos, de magia natural
Teu mar agreste embate nos rochedos
É em ti que deposito meus desabafos
E confio meus medos…
Pequena pérola do atlântico
Tens magia no interior
Cativas com teu encanto
És a ilha do amor
As tardes de verão
Fazem encher a esplanada
Entre o som e o marisco
Está alegria e a gargalhada
Caí a noite e vem com ela
O brilho do sensual
Aquela luz do luar que embriaga as avenidas
Da bela cidade do Funchal
Entre caminhos na rocha talhados
Algo exótico, beleza pura e inebriante
Assim cativamos o mundo
E recebemos o visitante
Pequena ilha que me acolheu
Por ti me apaixonei perdidamente
É para ti esta homenagem
São palavras do coração simplesmente…

Ana Alves

sábado, 19 de setembro de 2009

"Além do Ponto"

(...)"Um carro passou mais perto e me molhou inteiro, sairia um rio das minhas roupas se conseguisse torcê-las, então decidi na minha cabeça que depois de abrir a porta ele diria qualquer coisa tipo mas como você está molhado, sem nenhum espanto, porque ele me esperava, ele me chamava, eu só ia indo porque ele me chamava, eu me atrevia, eu ia além daquele ponto de estar parado, agora pelo caminho de árvores sem folhas e a rua interrompida que eu revia daquele jeito estranho de já ter estado lá sem nunca ter, hesitava mas ia indo, no meio da cidade como um invisível fio saindo da cabeça dele até a minha, quem me via assim molhado não via nosso segredo, via apenas um sujeito molhado sem capa nem guarda-chuva, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito." (...)

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

lançamentos.

os novos discos da dona bethânia (capas abaixo), que serão lançados, salvo engano, no dia 2 de outubro desse ano, poderão ser ouvidos gratuitamente (isso mesmo, DE GRAÇA) a partir da próxima segunda-feira, dia 14 de setembro, no site http://sonora.terra.com.br — basta se cadastrar no site! fikdik.





"tua" é um disco recheado de canções românticas e tem como temática o amor.

já "encanteria" traz temas sobre fé e misticismo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

sobre maysa.



"Conheci Maysa na metade da década de 70 em uma viagem de trem de São Paulo para o Rio de Janeiro. Ela estava na cabine do restaurante quando entrei com a timidez que me é peculiar e que me traz também um certo ar de mistério, de charme. Sentei-me perto dela e acabei, não sei como, sentada à mesma mesa dela, a gargalhar de alegria e de prazer. Maysa era só magia, fôrça, sedução. Uma mulher atraente, inteligente, acompanhada de uma eterna angústia existencial.

Compartilhava com ela os momentos mais prazerosos de uma amizade que parecia duradoura, se não fosse a morte arrebatá-la para quase sempre. Digo quase sempre porque sei que aquela energia tão especial que tive a alegria de experimentar, deve estar armazenada em algum lugar deste imenso infinito. Uma energia como a dela não pode perder-se ou acabar-se de repente. Ela está viva na sua obra, na sua perene imagem de mulher-deusa, na sua beleza.

Maysa foi uma mulher moderna para sua época, uma cantora apaixonada, de talento incomum. Isso tudo fazia da menina à sua frente uma admiradora, uma fã arrebatada por seu feitiço. Lembro-me de vê-la à distância, ainda nos anos 60, logo no início da minha carreira, quando participamos de um festival. Ela já era um mito, uma artista respeitada e reverenciada. Maysa passava, a nós iniciantes, uma carga de intensidade sem igual. Víamos nela o brilho raro das grandes intérpretes, em que a vida se misturava à sua arte. Ficava evidente que se tratava de uma mulher decidida e firme nas escolhas do que queria fazer, cantar e agir. Pessoalmente, ela era delicada e pouco impositiva, embora na carreira agisse de modo determinado.

Assim como eu, Maysa era uma pessoa que amava o silêncio das madrugadas. Costumávamos conversar muito por telefone, descobrindo as miudezas da amizade e trocando experiências diversas. Ela era uma profissional bastante exigente e conhecia de longe quando uma situação valeria à pena. Tinha idéias súbitas de fazer parcerias, apresentações e novas canções, em projetos que o tempo não nos permitiu cumprir. Como artistas estivemos juntas apenas em uma ocasião, na gravação de um número musical para o programa Fantástico, mais ou menos um ano antes da sua morte. Ela cantou Coração Vagabundo e eu, por sugestão dela, Resposta, uma composição dela mesma e que traduzia perfeitamente aquela mulher avançada.

Por tudo isso compreendo hoje que Maysa, independente de seu repertório romântico e passional, foi uma mulher moderna. Moderna no sentido de ter espírito inquieto, de acreditar em atitudes fortes, de mostrar opinião própria em assuntos considerados pouco convencionais e por viver daquele modo cheio de audácia. Ela continua uma presença incomparável na MPB. Ninguém parece com Maysa e dificilmente surgirá outra cantora do seu jeito"

Gal Costa.

sobre bethânia.



"De jeans e camiseta, cabelo preso, aos gritos de 'pega, mata e come!', Bethânia já foi musa da esquerda, tempos do show Opinião. Graças ao acaso – se acaso existe e não destino – que trouxe a menina Berré de Santo Amaro da Purificação, Bahia, para os palcos do centro do país. Peruca canecalon, coberta de colares e pulseiras, gestos largos, recitando Fernando Pessoa e Clarice Lispector – Bethânia foi musa. A voz muito grave, sussurrando versos sensuais, embalou os amores dos casais pelos motéis, rivalizando na vendas de discos com o rei Roberto Carlos. Prendeu, soltou os cabelos, calçou, tirou os sapatos, largou as gravadoras comerciais, no auge do sucesso, trajetória inversa, tornou-se independente: conquistou o direito de gravar o que gosta, num repertório coerente e fiel à musica brasileira.

Foram muitas Bethânias nesses mais de 20 anos. Ou era uma só? O escritor Júlio Cortázar, fã confesso (não fosse um iniciado em magia), afirmava que Bethânia e Caetano são uma única pessoa: yin/yang, homem/mulher, Oxóssi/Iansã. Foi muito in, ficou inteiramente out – até ultrapassar as divisões maniqueístas dos manipuladores da opinião pública para ocupar esse lugar muito especial só reservado aos mitos. Bethânia, deusa guerreira, de espada em punho e voz rouca, inconfundível, procurando sempre versos que falem às emoções dos apaixonados. Gosta-se dela como se cai em estado de paixão: além de qualquer razão.

E bela. Bela de um jeito que não é comum ser bela, cantora como não é comum ser cantora – nesse desregramento de padrões estéticos, Bethânia funde a aspereza de onde começa o Nordeste com o requinte dos blues de uma Billie Holiday. Cantora diurna das terras crestadas pelo sol, mas também noturna, dos lençóis de cetim úmidos de suor e amor, transita numa carreira de impecável coerência com sua própria criatura: dividida em mel e espada. Padroeira dos apaixonados, também divididos entre o mel e a espada cortante da vingança. Dessa extensa legião, Maria Bethânia é a voz mais fiel"

Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

sobre nara.



"Nara Leão foi uma das mulheres mais importantes do Brasil da segunda metade do século XX. Não só pela qualidade artística do que sempre produziu, como também por sua capacidade de estimular tudo e todos à sua volta com sua curiosidade, inconformismo e vontade de descobrir coisas novas. Ela sempre foi um exemplo para nós todos, seus contemporâneos, pela sua permanente inquietação e pelo rigor de suas idéias.

Descobridora de tantos talentos novos, redescobridora de tantos outros esquecidos, Nara fez do risco e do bom gosto um método infalível. Seu paradoxo é que ela nunca procurou o sucesso (que até lhe causava um certo mal-estar) e, no entanto, certamente pela radical sinceridade de sua obra, o sucesso sempre a perseguiu. Era ele que não podia viver sem ela, e não o contrário.

Num país que tantas vezes se destaca pelo excesso e pelo elogio da hipérbole, numa cultura muitas vezes tão sinuosas e barulhenta, a elegância de Nara Leão, sua voz limpa e serena, suas idéias tão claras, são uma jóia de inestimável valor, uma exceção exemplar. Atrás da doçura e da meiguice da figura pública, estava uma mulher rigorosa, de uma luminosa radicalidade, que exigia de si mesma, e do mundo à sua volta, a virtude permanente da verdade"

Carlos Diegues, agosto de 2006.

domingo, 30 de agosto de 2009

"

Quem? Esperar por quem?
Se tão só e sei
Sem motivação
E prossegue esse imenso conflito
Me rodeia esse grande infinito
Não tem eco esse teu sofrimento
Oh meu coração, coração
Quem? Quem será que vem?
Sinto que ninguém
Vai me dar perdão

Eis a prova, dos meu grandes erros
Erros estes que eu soube julgar
Não importa, mas ...
desabrochar

Bate outra vez, com esperanças o meu coração
Emfim"


Um pouco de Cartola num domingo que se transformou em mais um dia, como todos os anteriores, em que fico morrendo com a companhia da música.